Sistema nervoso,

Lina Meruane

Um engenhoso romance sobre vida e extinção

O livro

Observado de longe, o universo parece a um só tempo infinito e ínfimo. Pesquisando para uma tese em astronomia, a protagonista deste engenhoso romance de Lina Meruane olha para o macro mas sem esquecer (nem por um minuto) do microscópico. Um problema no braço direito, porém, interrompe seus esforços. O organismo, um corpo tão frágil e efêmero, vira objeto de uma crise permanente. SISTEMA NERVOSO descortina o enredo obsedante entre a nossa instabilidade como seres vivos e as nossas atitudes diante das perdas. Um livro cheio de humor e paixão sobre vida e extinção. E buracos negros.

Por que publicamos

A chilena Lina Meruane constrói aqui um engenhoso romance sobre vida e extinção.

A autora

Lina Meruane nasceu no Chile, em 1970, e vive nos Estados Unidos. É um dos principais nomes da literatura latino-americana de hoje. É autora de, entre outros, CONTRA OS FILHOS (2018), publicado pela todavia. Recebeu os prêmios Anna Seghers (Berlim, 2011) e Sor Juana Inés de la Cruz (México, 2012). É professora de escrita criativa na Universidade de Nova York.

trecho

Trecho do livro

O país tinha ficado às escuras. Era um imenso buraco negro, sem velas. Em outro tempo, em outro lugar, sua casa estava cheia de velas magras longas nebulosas, embrulhadas em papel azul ou amarradas com barbante, para as emergências. Não havia velas no país do presente onde a luz nunca sumia. Nunca, até que sumiu. Ela viu morrer a lâmpada que iluminava seu rosto em parte e a noite, quase nada. Ficou por alguns segundos com as mãos sobre o teclado, pestanejando à luz da sua tela cheia de números. Ela. Perguntando-se se seria um fusível queimado. Um mero apagão ou um atentado contra a velha usina nuclear construída e abandonad [leia mais]

GÊNERO Ficção estrangeira
TRADUÇÃO Sérgio Molina
CAPA Marcelo Delamanha
FORMATO 13,5 × 20,8 × 1,5 cm
PÁGINAS 240 PESO 0,320 kg
ISBN 978-65-80309-75-7
ANO DE LANÇAMENTO 2020

O que estão falando sobre o livro

“Um livro ambicioso, que nos leva das células à galáxia.”
El Cultural

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