Espera passar o avião,

Flavio Cafiero

Um relato habilidoso sobre a coragem de escutar

O livro

Felipe, um técnico de som de filmes radicado em Portugal, volta ao Rio de Janeiro para participar da produção cinematográfica de seu amigo de faculdade. O retorno mexe com seus afetos adormecidos e seus traumas. A morte do irmão é um dos nós que ele não consegue desatar. Acompanhamos durante a leitura o tempo presente e a torrente de recordações, até que um acontecimento empurra Felipe para os braços da violência e da mais funda incompreensão. Narrado com extremo engenho e equilibrando consciência e mundo concreto, este romance do premiado Flavio Cafiero é um relato habilidoso sobre a coragem de escutar.

Por que publicamos

Expoente da nova geração da literatura brasileira, Cafiero vem sendo apontado pela crítica como um ficcionista que começa a trilhar um caminho único em nossas letras. Este romance é um poderoso olhar sobre o Brasil de hoje.

O autor

Flavio Cafiero nasceu no Rio de Janeiro, em 1971. Em 2013 publicou seu primeiro romance, O FRIO AQUI FORA (Cosac Naify), finalista nos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura.

trecho

Trecho do livro

Vou te contar um troço. Senta aí. Dessas coisas que acontecem com um amigo. É, uma história. Você lança mão de avisos desse tipo antes de contar uma. Era uma vez, sabe como? Porque toda história é um trato e, anunciado assim, o acordo fica mais ou menos estabelecido. No cinema, por exemplo. Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante. Filmes são tratos que valem por cerca de duas horas. Você teve a ideia, selecionou e articulou os fatos, escreveu um roteiro, alguém gostou e produziu, filmou, montou, e aí exibe, e eu acredito, ou pelo menos tento. Acordo de cavalheiros. Suspensão voluntária da descrença, o nome. Romance, boato [leia mais]

GÊNERO Ficção brasileira
CAPA Renata Mein
FORMATO 14x21x1,7 cm
PÁGINAS 272 PESO 0,360 kg
ISBN 978-85-88808-25-6
ANO DE LANÇAMENTO 2018

O que estão falando sobre o livro

“Ele tem uma qualidade técnica e um jeito muito pessoal de falar sobre as coisas, meio melancólico e perturbador, bem filosófico, mas ao mesmo tempo simples.”
Noemi Jaffe

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