Quarta Capa #10: Fun Home

Por Equipe Todavia

Ouça o décimo episódio do Quarta Capa, o podcast da Todavia

 

Neste mês da visibilidade lésbica, o Quarta Capa conversa com a quadrinista e pesquisadora Aline Zouvi sobre FUN HOME, de Alison Bechdel — e conta ainda com a participação da jornalista Gabriela Borges, do Mina de HQ. O papo é sobre autobiografia, memória e linguagem dos quadrinhos a partir desta obra cheia de significados sobre sexualidade, relações familiares e literatura.

 

Quarta Capa #10: Fun Home, de Alison Bechdel
 

 

Para contar um pouco mais sobre a autora e seus outros trabalhos, além de FUN HOME, separamos alguns quadrinhos da própria Bechdel, inclusive a tirinha que deu origem ao termo "Teste de Bechdel"— que questiona se uma obra de ficção tem pelo menos duas mulheres, com nomes próprios e que conversam entre si sobre algo que não seja "homens".

 

Introdução da cartunista
— Meu bom Senhor! 

 

Alison Bechdel nasceu na Pensilvânia em 1960. 

 

Ela começou o seu trabalho como quadrinista com a tira de jornal 
Dykes to Watch Out For.

 — Ao desenhar o dia a dia de mulheres como eu, esperava tornar as lésbicas mais visíveis não apenas para nós mesmas, mas para todos. Se ao menos as pessoas nos enxergassem…

Como elas poderiam não nos amar?

Quero dizer, sério, lésbicas eram tão incríveis! Livres-pensadoras! Vegetarianas! Pacifistas! À frente de todos os movimentos por justiça social!
Elas pareciam essencialmente… bem… mais evoluídas!

 

O seu primeiro livro, FUN HOME, foi lançado nos Estados Unidos em 2006. 

 

Nesta aclamada autobiografia em quadrinhos, ela explora a difícil, dolorosa e comovente relação com o pai.

 

Foi eleito o livro do ano pela revista Time.

 

E adaptado para a Broadway em 2015, em uma produção que ganhou cinco prêmios Tony.

TEATROTERAPIA:
Um livro que escrevi foi transformado em um musical que está estreando na Broadway. Isso tem sido tão excitante e glamuroso quanto você pode imaginar.
— Seus pais ficariam tão orgulhosos.

 

Em seu trabalho, Bechdel se preocupa em unir o seu universo pessoal com a sociedade em que vive. 

 

Ela também é conhecida pelo Teste de Bechdel, que analisa filmes a partir de três regras:

Dykes to Watch Out For apresenta:
A REGRA
– Quer assistir um filme e comer pipoca?
– Uhmm… não sei. Tenho essa regra, sabe…

 

— Só vou a um filme se ele cumpre três requisitos básicos: um, tem que ter pelo menos duas mulheres que, dois, conversam entre si sobre, três, algo além de homem.

  

— Bem rígida, mas uma boa ideia.
— Sem brincadeira, o último filme que consegui assistir foi Alien… nele, as duas mulheres conversam sobre o monstro.
— Quer ir para a minha casa e fazer pipoca?
— Aí sim!

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