Knulp,

Hermann Hesse

Uma ode ao eterno desejo humano pela liberdade

O livro

As três histórias da vida do andarilho Knulp estão entre os textos mais encantadores de Hermann Hesse. Hippie avant la lettre em plena Alemanha do fim do século XIX, um jovem Knulp vagueia de cidade em cidade e se hospeda na casa de conhecidos, que lhe dão teto, comida e algum afeto. Ele evita, no entanto, construir relações mais profundas, estabelecer laços definitivos: é um amante da liberdade. Esse modo de vida marginal levaria Hesse a preconizar: “Se pessoas talentosas e corajosas como Knulp não conseguem encontrar um lugar em seu entorno, o entorno é tão cúmplice disso quanto o próprio Knulp”. Uma declaração que põe em xeque os padrões sociais daquele tempo — e da atualidade.

Por que publicamos

O Prêmio Nobel Hermann Hesse em uma ode ao eterno desejo humano pela liberdade.

O autor

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1946, Hesse nasceu em Cawl, na Alemanha, em 1877. Considerado um dos maiores escritores do século XX, foi influenciado pelo misticismo oriental e é tido como um dos precursores da contracultura. Morreu em 1962, na Suíça.

trecho

Trecho do livro

Manter a caderneta em ordem era uma das atividades favoritas de Knulp. Com seu aspecto imaculado, ela apresentava uma ficção graciosa ou mesmo uma poesia, e os registros oficiais que trazia indicavam estágios realmente gloriosos de uma vida honrosa e esforçada, na qual apenas o wanderlust, o prazer das viagens, se fazia notar, sob a forma de constantes mudanças de lugar. Knulp inventara para si uma vida certificada por esse passaporte oficial e, com grande arte, dera continuidade à sempre ameaçada trama de sua existência ilusória — na realidade, ele havia feito poucas coisas realmente proibidas, mas levava a existência ilegal e deso [leia mais]

GÊNERO Ficção estrangeira
TRADUÇÃO Julia Bussius
CAPA Luciana Facchini
FORMATO 13,5 × 20,8 × 1,0 cm
PÁGINAS 112 PESO 0,162 kg
ISBN 978-65-5114-009-9
ANO DE LANÇAMENTO 2020

O que estão falando sobre o livro

“Uma obra-prima, como todos os livros de Hesse.”
The Guardian

“Um livro extremamente sutil.”
Observer

“O livro mais recente de Hesse, KNULP, é para mim o seu mais belo; há ali uma Alemanha que ninguém conhece, nem mesmo nós alemães, e isso é verdadeiramente encantador.”
Stefan Zweig em carta para Romain Rolland, 1915

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