O cortiço,

Aluísio Azevedo

Clássico da literatura brasileira

O livro

Famílias inteiras empurradas pela pobreza a lugares sem as mínimas condições de higiene e saúde, expostas ao perigo. A desigualdade entre ricos e despossuídos. Mulheres sendo exploradas. Uns poucos felizardos que são favorecidos graças a uma série de bons contatos. Essa história é antiga e ainda hoje marca nossa sociedade. Por essas razões e também por sua imensa qualidade literária, O cortiço, de Aluísio Azevedo, continua como um dos mais poderosos retratos da realidade brasileira – em qualquer tempo. Um clássico da nossa literatura que, passado mais de um século de sua publicação original, mantém intacto seu poder de emocionar e indignar.

Por que publicamos

O cortiço é um dos mais poderosos retratos do Brasil em qualquer tempo. Um livro forte sobre pobreza, violência e ascensão social que traz muitos temas a serem discutidos até hoje.

O autor

Aluísio Azevedo nasceu em São Luís, MA, em 1857. Mudou-se para o Rio de Janeiro instado por seu irmão, o dramaturgo Artur Azevedo. Influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, seria um dos pioneiros do naturalismo na ficção brasileira. Em 1895, ingressa na carreira diplomática, deixando para trás a vida literária.

trecho

Trecho do livro

Daí a pouco, em volta das bicas era um zum-zum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio d’água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As po [leia mais]

GÊNERO ficção
CAPA Marcelo D’Salete
FORMATO 14 x 21 x 1,9 cm
PÁGINAS 304 PESO 0,390 kg
ISBN 978-85-93828-96-6
ANO DE LANÇAMENTO 2018

O que estão falando sobre o livro

“O cortiço pode ser lido como um gesto de empatia pelo outro e de insubmissão de classe, sempre necessária em um país com tamanhas desigualdades.”
do posfácio de Regina Dalcastagnè

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