Karen,

Ana Teresa Pereira

Primeira mulher a vencer o Prêmio Oceanos.

O livro

Uma mulher prestes a fazer 25 anos acorda numa casa que não reconhece, entre pessoas que a "conhecem", mas afirmam entender sua amnésia momentânea. Chama-se - ou pelo menos a chamam de - Karen. Ela é casada com um escritor de família arruinada e está com alguns ferimentos porque, assim lhe dizem, arriscou-se para o outro lado escorregadio e pedregoso de uma cascata A história é contemporânea, mas o clima e até mesmo a psicologia dos personagens parecem habitar um espaço meio anacrônico. Capítulos breves, fraseado elegante, um tom por vezes onírico da narradora, a (suposta) Karen - cujo presente, assim como o passado, parecem fruto de uma alucinação.

Por que publicamos

Uma engenhosa trama sobre personalidade, memória e casamento de uma das mais notáveis escritoras portuguesas contemporâneas.

O autor

Nascida na Ilha da Madeira, Portugal, Ana Teresa Pereira tem mais de uma dezena de livros lançados. Sua obra – contos e romances – ostentam um profundo clima psicológico, referências a Henry James e ao cinema dos anos 1950.

trecho

Trecho do livro

Na mesa de cabeceira ao meu lado estava uma foto numa moldura de prata. Um homem de uns trinta e poucos anos, com o cabelo preto e os olhos muito azuis e um dos rostos mais atraentes que já vira. Vestia uma camisa branca, e segurava um casaco leve sobre o ombro. Parecia estar numa praça, no meio de outras pessoas, e não olhava para a câmara. Eu nunca o vira antes. Voltei me para a outra mesa de cabeceira e a princípio não reconheci a rapariga na foto. Era uma foto a preto e branco, e a rapariga devia estar num bosque. Tinha o cabelo preso na nuca, um casaco escuro e uma expressão melancólica no rosto. Com um estremecimento, perceb [leia mais]

GÊNERO Ficção
CAPA Zansky
FORMATO 13,5 x 21 x 0,9 cm
PÁGINAS 120 PESO 0,189 kg
ISBN 9788593828447
ANO DE LANÇAMENTO 2018

O que estão falando sobre o livro

“Ela faz todo um jogo literário com um mundo mais ou menos fantástico. Personagens que não sabemos de onde vêm e para onde vão, as motivações que têm. Trata-se de representá-los como figuras de ficção cinematográfica e da pintura.”
António Guerreiro

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