Garotas Mortas,

Selva Almada

Uma investigação sobre feminicídio

O livro

Três assassinatos entre centenas que não são suficientes para estampar as manchetes dos jornais ou mobilizar a cobertura dos canais de TV. Três crimes “menores” enquanto a Argentina celebrava o retorno da democracia. Três mortes sem culpado. Com o tempo, essas histórias se convertem em uma obsessão particular da autora, o que a leva a uma investigação bastante atípica. A prosa cristalina de Selva Almada mostra como as violências diárias contra meninas e mulheres acabam fazendo parte de algo considerado “normal”. Com este livro, a autora desbrava novos caminhos para a não ficção latino-americana.

Por que publicamos

Um dos grandes nomes da literatura argentina contemporânea, Selva Almada investiga três casos de feminicídio em seu país na década de 1980. E mostra que a situação não mudou com o tempo.

O autor

Selva Almada nasceu em Entre Ríos, Argentina, em 1973. Vem sendo considerada pelos leitores e pela melhor crítica uma das grandes revelações da literatura latino-americana. Tem romances e livros de contos publicados, entre eles o romance O vento que arrasa, editado no Brasil pela Cosac Naify em 2015.

trecho

Trecho do livro

Os irmãos Quevedo, depois de comunicarem à polícia o desaparecimento de María Luisa e de ouvirem a resposta de praxe – que esperassem, que ela devia ter dado uma escapada com algum namoradinho e que logo iria voltar –, resolveram consultar uma vidente. Uma paraguaia que atendia numa casa humilde. O grande quintal, que se abria direto para a rua, abrigava os consulentes e seus males, que se amontoavam disputando a sombra mirrada das árvores com alguns cachorros que sempre andavam por ali. Mesmo tendo saído quase junto com o sol daquela manhã, quando os Quevedo chegaram já havia muita gente esperando. Um auxiliar da paraguaia, que cu [leia mais]

GÊNERO Não ficção estrangeira
TRADUÇÃO Sérgio Molina
CAPA Julia Masagão
FORMATO 14x21x1,1 cm
PÁGINAS 128 PESO 0,185 kg
ISBN 978-85-93828-74-4
ANO DE LANÇAMENTO 2018

O que estão falando sobre o livro

“Uma voz potente que nasce das páginas de Juan Carlos Onetti e, também, de William Faulkner e Erskine Caldwell.”
Cristián Alarcón, caderno Babelia, El País

“Garotas mortas é literatura em estado de graça.”
Luisgé Martín, caderno Babelia, El País

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