A tirania do amor,

Cristovão Tezza

Nem a racionalidade serve para domar a vida

O livro

O economista Otavio Espinhosa toma uma decisão radical: abdicar do sexo. O que parece piada se revela uma profunda crise pessoal: um casamento falido, problemas com o filho, o fim de sua carreira acadêmica e a experiência de ter tentado enriquecer como guru de autoajuda. Também a carreira de Otavio parece estar em perigo: tudo indica que ele será demitido da empresa de investimentos onde trabalha. O leitor vai aos poucos destrinchando a investigação de um esquema no qual Otavio pode ou não estar envolvido, desenhando o panorama de um país em ruína. É a matemática – esta “arte sem afetação” – que impulsiona as digressões de A tirania do amor.

Por que publicamos

Através da crise pessoal e profissional de um economista, Cristovão Tezza constrói um panorama atualíssimo do Brasil em tempos de Lava Jato.

O autor

Cristovão Tezza nasceu em Lages, Santa Catarina, em 1952. Um dos mais celebrados autores brasileiros contemporâneos, traduzido para mais de 15 países, é autor de vários romances, entre eles O FILHO ETERNO. Recebeu prêmios como o Jabuti e Portugal Telecom.

trecho

Trecho do livro

Diante do sinal vermelho, que contemplou abstraído como alguém sob uma curta hipnose, decidiu (e ao mesmo tempo imaginou as perguntas: Como assim? Você enlouqueceu?) abdicar de sua vida sexual. A ideia bateu opaca, sem ênfase, quase já um fato consumado à frente, como o brilho fixo do semáforo de pedestres, bonequinho imóvel: abdicar. No cansaço — não exatamente cansaço, esta coisa menor, localizável, passageira, ele pensou; é diferente agora, uma espécie de completo esgotamento — e mais o limbo da manhã, nesta névoa mental em que o dia pode se transformar em qualquer coisa, acrescido de uma vastíssima informação privilegiada (e ele [leia mais]

GÊNERO ficção
CAPA Elaine Ramos
FORMATO 13,5 x 21 x 1,1cm
PÁGINAS 176 PESO 0,250kg
ISBN 978-85-93828-68-3
ANO DE LANÇAMENTO 2018

O que estão falando sobre o livro

“Tezza está inscrevendo seu nome na pequeníssima galeria dos romancistas imperdíveis do país no nosso tempo.”
Bravo!

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